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Planeta Cor-de-Rosa
O “separador” de casais felizes
por Luísa Jeremias
Enquanto percorria e me perdia no imenso labirinto da super-loja, dei de caras com o meu objeto de investigação: os casais desavindos por estranhas questões.
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SEXTA-FEIRA 04 NOVEMBRO - 10H

A menina Amarilis é uma brasileira atípica... pelo menos à primeira vista: não dança, não ri alto, não transforma a mesa do restaurante onde se encontra no centro das atenções porque, simplesmente, consegue ser das mais recatadas entre os convivas portugueses. Costumo dizer-lhe que eu própria sou mais brasileira do que ela... e o pior é que Amarilis concorda. Até chegarmos aos simples assuntos domésticos. E aí a menina Amarilis "baixa a baiana" que há nela. Aconteceu uma destas noites, num jantar moderado, sem gritaria, sem discussão. Até ao momento em que se falou de uma determinada loja... e aí Amarilis alterou-se. A história conta-se de forma simples: ela tinha ido com o namorado (outra paz de alma) fazer compras para a casa numa enorme superfície comercial, daquelas especializadas em coisas do lar – não posso dizer o nome da mesma pelas razões óbvias. "Estava cheio. A gente não podia nem circular", contava ela. "Havia crianças gritando, correndo de um lado para o outro e depois, para onde quer eu olhasse, só via casais discutindo". Amarilis contava e a sua própria voz mudava. Daí até voltar a discutir com o seu próprio namorado, à mesa do restaurante, sobre as prateleiras do roupeiro novo e quem iria montá-lo... foram segundos. Ouvi aquilo e fiquei a pensar. Será que há espaços capazes de "destruir" a harmonia familiar? Como eu própria precisava de almofadas novas para a cama, decidi ir investigar. Escolhi o pior dia da semana para o fazer (o melhor, porém, para a minha investigação): sábado à tarde. E, de facto foi o caos. Enquanto percorria e me perdia no imenso labirinto da super-loja, enquanto esbarrava em donas de casa bolachudas com roupa de passeio de fim de semana, em crianças a chorar que não sabiam se preferiam o colo da mãe ou o peluche gigante a preço de saldo, enquanto isto, e enquanto procurava, sozinha, as almofadas XL que me garatiam existir por ali, dei de caras com o meu objeto de investigação: os casais desavindos por estranhas questões. O que vi eu? As coisas mais estranhas: gritaria e olhos revirados por causa da cor do sofá, do número de prateleiras, do copo redondo ou oval para o... gin! E não era um nem dois, eram muitos!

Só que nesse momento, em vez de dar graças a Deus de ter ido às compras sozinha, achei que Amarilis tinha encontrado ali (ela e os restantes) uma bela desculpa para a harmonia caseira: discutir primeiro para fazer as pazes a seguir... "nas" compras novas! Sim, no sofá, por exemplo! Foi quando olhei para as minhas almofadas a estrear e resolvi ir para casa. E arranjar uma bela desculpa para lhes dar uso. Afinal Amarilis era muito mais brasileira do que eu achava: sabia como "esquentar" uma relação, mais não fosse numa loja cheia de gente, que não "separa" mas sim... "segura".

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